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:: As marcas de uma perda ::

Somos acostumados a ganhar o tempo todo. Alguns pais ensinam a perder, mas outros insistem que vencer é o que importa. Pior é quando a sina por estar sempre em primeiro, conquistando e ganhando faz com que muitos ajam de forma questionável. No post de hoje resolvi falar sobre a perda. Uma perda dolorosa, não de bens materiais. Perdas irreparáveis. Perdas inesperadas, ou esperadas, mas perdas que não podem ser revertidas. Dentre todas elas, nenhuma se compara a perda de um amor. Amor de pais, parentes, amigos, “amores de juventude”, amores…
Sei muitas vezes que em momento de dor, acreditar naquele versículo que diz “Eu é que sei que pensamentos tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos de paz, e não de mal, para vos dar o fim que desejais.” Jeremias 29.11, é confuso e nos machuca mais. Muitas vezes questionamos o “pensamento de paz”. Mas os pensamentos dEle são maiores que os nossos, e ainda bem que são. Perder, perder é ruim. Quantas vezes planejamos e fazemos juras de amor eterno, mas de repete o que temos é uma dor, lembranças e a esperança de que o tempo cure o que ficou? Há uns dias chorei de soluçar ao lamentar a dor de um pai pela perda do seu filho. Não esperamos e não planejamos perder quem amamos, mas perder faz parte da vida e devemos viver. Estamos vivendo. As vezes escolhemos amar alguém, e perdemos. Perdas inesperadas, por vontade própria, por displicência…não importa. Perdemos. E toda perda, como muitas coisas dessa vida, nos deixam marcas. Somos marcados pelas nossas decisões, companhias, rejeições, amores e desafetos. Somos feitos de momentos. Momentos bons, ou ruins, mas momentos que nos deixam selados para o resto da vida. As vezes perdemos um amor para sempre. Um amor que não está mais entre nós, ou um amor que se faz presente materialmente, apenas. E as lembranças, em alguns casos, fazem alguns quererem viver algo que já não mais é possível. As marcas deixadas pela história vivida surgem constantemente e trava o coração para um novo amor. Os dias ficam em preto e branco e as canções no modo “mute”. Eu posso imaginar esse tipo de dor, e confesso que temo senti-la um dia. A dor da perda de um amor para outra vida. 
E essa dor não tem como sentir por outra pessoa, só quem passa é que sabe. Mas se confortar, um dia vai passar. A saudade, se existe, é porque valeu a pena. Nunca viveremos a mesma coisa com pessoas diferentes. Futuramente serão vividas coisas novas, mas não iguais. A cura dessa dor virá com o tempo! Haverá cicatrizes, pois muitos estão marcados “por quem se foi”, mas essas marcas gerarão lembranças boas e sorrisos, mas não implicará em dor. Apenas a esperança de ver quem se amou outra vez.

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Um post especial para alguém especial.

Uma vez ouvi dizer que a parte mais importante do corpo é o ombro, pois ele é capaz de abrigar os mais sinceros sentimento de alguém.

Bom domingo.

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