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“Uma mãe compartilha” | Camila Carvalho ♡

Eu tinha apenas 3 meses de namoro com Luciano, estava próximo de me formar e meu intercâmbio para o Canadá pago, quando eu descobri que estava grávida.

Minha cabeça estava a mil. Sem intercâmbio, meus pais se separando, a incerteza de um relacionamento tão recente e dois grandes medos: contar ao meus pais, e ser mãe! A reação do meu pai foi muito melhor do que eu imaginava, mas o medo de ser mãe persistiu!

 

A cada ultrassom minha cabeça e meu coração se enchiam de dúvidas, angústia e amor. É, amor! Quando eu vi que já existia um coração dentro daquele grãozinho de arroz, as palavras sumiram e deram espaço às lágrimas. Lágrimas por um sentimento desconhecido.

O tempo foi passando, a barriga crescendo, eu engordando, o sentimento tomando forma e as responsabilidades aparecendo.

Estudei semana a semana o desenvolvimento do meu bebê. Também me casei. Eu e Lu desejamos para nossa menina um crescimento familiar sólido, além de que viver longe um do outro seria impossível.  Tudo se encaminhou. Meus pais se separaram amigavelmente, eu e Lu começamos a montar o nosso apartamento, minha gestação continuava saudável.

Recebi muito amor de meus pais, irmãos, amigos, sogros, cunhada e principalmente marido. Falando do marido, esse realmente me provou que me ama. Aguentou firme! Tudo que eu desejava ele saia à procura (nada de desejo estranho), superou a oscilação de hormônio e humor, além das viagens de 670km para Caculé todos os finais de semana, durante 3 meses, só para acompanhar o crescimento da barriga. E acreditem, me acompanhou em todas as consultas e exames.

 

Quando eu entrei na 39º semana, vivia em estado de alerta! Os dias passaram a ter 48 horas e eu  estava tão ansiosa que fui parar no hospital duas vezes pensando que tinha entrado em trabalho de parto. Queria muito um parto normal, porém na ultima consulta médica foi detectado que minha placenta envelhecia mais rápido que o esperado, e por isso eu seria internada para fazer uma cesariana. Eu acho que nunca tremi tanto.

A cesarina foi um sucesso e no dia 28/02/13, às 10:10h, Deus deu um sentido maior a minha vida me fazendo descobrir um sentimento que eu nunca poderia imaginar que existisse e por conta disso inventei até um novo verbo, “rapruxaiar”, para poder expressar em palavras o que  sinto por ela.

 

Quem diria, EU MÃE! Sempre quis ser mãe, porém não imaginei que seria assim.

E se tem uma frase que marca essa etapa, para mim, seria: A mãe nasce com a filha. Eu me tornei mãe.

Eu acordo e durmo “rapruxaiando”. Aprendo com os livros, entretanto mais ainda com os meus instintos. Mesmo assim posso até errar, mas sempre dou o meu melhor. Percebo cada sinal, cada movimento, cada choro. E sim, por ela, eu abdico de tudo se necessário for.

 

Eu tenho é muita sorte de acordar na madrugada para amamentar, e mesmo com dor, consigo sentir prazer em vê-la se deliciando em meus seios. E a cada sorriso, uma lágrima de felicidade e agradecimento á Deus.

E eu sofro, sofro de tanto “rapruxaiar”.

Leitoras, não tenho palavras para descrever o que vivo e o que sinto, poderia ficar horas e horas detalhando cada minuto (os enjoos, a descoberta do sexo, cada percepção de movimento, o primeiro presente, os sonhos com o rostinho, as deliciosas surpresas, o primeiro choro, a primeira mamada, a primeira troca de fralda, o primeiro banho, a aqueda do umbigo, a primeira vacina…). Recomendo viverem  a maternidade, pois só assim entenderão o que tento descrever. Ser mãe é ser única! É ser protagonista de um milagre divino. É “sofrer” e ser feliz pra sempre.

 

Um beijo a todas as leitoras, e meu agradecimento a Mika pelo convite.

 

 

Mila, eu que agraeço a sua participação no especial "semana das mães" do Blog. Que Deus te conceda um casamento feliz, mesmo com tanto desafios futuros, que consigam entender a essência do amor diariamente. Desejo tudo de mais lindo pra vocês e para esse pequenininha que já é tão amada. Muita saúde, sabedoria e amor.

 

Beijos,

Mika Ferreira

 

 

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