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“Uma mãe compartilha” | Carolina Flório ♡

A maternidade sempre foi um sonho perto e distante ao mesmo tempo: perto pela vontade imensa, e distante por causa da endometriose, doença infertiliza e castra o sonho de muitas mulheres. Graças a Deus , comigo não foi assim.

Eu lembro claramente com que estranheza meu namorado chegou em minha casa para parebenizar a futura sogra com um sonho de valsa na mão no dia das mães de 2008. A questão é que aquele chocolate era pra mim, “presentinho” da mãe dele afirmando que um dia eu seria mãe também, e por isso ela estava me felicitando antecipadamente. Nem imaginava que a boca da minha sogra estava divinamente correta, e no dia das mães do ano seguinte eu já teria um filho nos braços. Para minha surpresa, naquela mesma semana o meu "doloroso ciclo" não viria, e eu confirmaria uma gestaçao na sexta-feira seguinte. Aquele foi meu primeiro dia das mães, sem saber, e com direito a presente!
 

Junto com o filho, eu e o Fábio gestamos também o casamento. Comprávamos fitas pro enxoval do bebê e para os bem casados, lençóis de casal e de berço, panelas e mamadeiras, lustres e móbiles. Casei em agosto de 2008 e meu zé chegou em dezembro, dia 30.


Costumo dizer que não sei o que é ser casada à dois, pois já começamos a vida sendo três. Sou muito feliz assim. Desde que José chegou não conheço mais o que é monotonia. Não sou dessas de achar que essas revistas femininas definem bem o "ser mãe", elas descrevem tudo tão “perfeitinho” que se não abrirmos os olhos a gente se frustra. O que acontece na realidade são quilos a mais, momentos de loucura, falta de tempo pra si, comida fria e banhos rápidos na nova rotina das mães, mas um filho te dá mais que roupas pra lavar e brinquedos pra juntar; são muitas alegrias, abraços sinceros, lembranças pra guardar. É tudo tão gratificante! É tão bom conviver com um criança! É lindo ser supreendida por um novo desenho que ele fez e reaprender a imaginar e viver suas fantasias! Ele me apresentou a um amor e força que eu desconhecia.

Filho é inspiração pra viver e ser melhor.


Em agosto de 2012 tivemos a notícia de que outro bebê estava a caminho. Emocionante! A gravidez do Leonardo foi igualmente tranquila, a diferença desta vez se encontrava  em mim. Aos 30 anos, me sentindo mais segura como mulher, e por já ser mãe, mais conhecedora do meu corpo, talvez até menos "aluada".

Os nove meses da gravidez do Léo passaram rápido. Trabalhei normalmente até as vésperas da chegada do meu bebê. Nosso segundo filho chegou através de um lindo parto natural, experiência transformadora que jamais nenhuma mulher deveria deixar de vivenciar.  Hoje ele está com um mês e meio, e nossa casa ainda mais feliz.


Espero que um dia (ai que ciúme só de pensar!) eu também desfrute da alegria de mandar um "insuspeitável" sonho de valsa pra casa de alguém, e que ele seja o passe para uma linda viagem como a que eu vivo de lá pra cá.
E eu, que aos 20 chorava pelos namorados e amores que iam, pelos filhos que ameaçava não ter, me vejo aos 30 rodeada por amor e três lindos homens: marido e dois filhos, todos meus, prenuncio de muitas risadas pela frente, e um varal cheio de cuecas !

 

 

 

Carol, que alegria ver o quanto Deus te abençoou! Feliz por sua família linda e por vê-la vencendo as inseguranças e amando os desafios dessa vida! Que bom que você venceu a enfirmadade que "poderia" tirar esse privilégio que você vive hoje. Realmente, Deus trabalha de formas lindas na história de cada um. Parabéns pelo Zé e pelo Léo :) Eles são lindos e fruto de amor, um lindo amor.

 

Beijos,

Mika Ferreira

 

 

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