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“Uma mãe compartilha” | Michelle Taylor ♡

Nunca fui do tipo de criança que gostava de brincar de bonecas e imaginar aquele objeto sem vida como um bebê. Amava jogar bola, andar de skate,etc. Brincar de boneca achava chato! Dizem que toda menina já nasce com o instinto materno, mas no meu caso eu tenho que discordar. Na verdade, acho que esse instinto começou na adolescência. Lembro-me que adorava cuidar das criancas da igreja e sempre imaginava como os meus filhos seriam. Para mim, a família perfeita era com um casal de filhos.

 

 Casei aos 23 anos e de imediato fui morar nos Estados Unidos. Sem familia por perto , o sonho de ser mãe foi sendo adiado. Tinha medo! Como faria sem ajuda? Foi quando, numa bela manhã o meu sonho, que ali era apenas pesamento e imaginaão, se tornou realidade. Com uma semana inteira sentindo azia e a menstruação atrasada 1 dia ( pois é , sempre fui tão regular que o atraso de um dia já me fez pensar em gravidez), resolvi fazer o teste de farmácia . Os três minutos de espera pareciam três horas. Com a mão trêmula e os olhos embassados consegui enxergar duas linhas: positivo! O coraçao batia forte , e a partir de então eu era MÃE! 

  

Meu primeiro filho nasceu  em outubro de 2004; e com ele  também um novo futuro! Miguel veio ao mundo depois de 17 horas de parto . Nasceu roxinho e com o rostinho amassado . Mesmo assi,  naquele exato momento , era a criaçca mais linda e perfeita de todo o mundo. O chorinho era a mais linda melodia! As dores do parto normal não mais existiam; passou rapidinho e eu não lembrava mais . Eu estava com o meu filho nos braços !

  Miguel foi crescendo e me ensinando que eu tinha que depender de Deus a cada amanhecer. Tudo que eu achava que sabia , na verdade eu nunca soube! Agora eu tinha uma vida que dependia inteiramente de mim. Cada chorinho no meio da noite, sintoma de gripe e viagens ao hospital , sorrisos e traquinagens eram coisas novas que me ensinavam a ser mais paciente, humilde e humana .


   Em dezembro de 2005 descobri que estava grávida novamente. A gente pensa que nunca vai amar ninguem como amamos o nosso primeiro filho, mas quando o segundo vem, parece que o amor duplica e tudo fica como se fosse a primeira vez. Novos sonhos, novos medos, tudo novo! No comecinho de janeiro de 2006 uma ultra nos surpreendeu: Dois coracões. Gêmeos, e agora?   A felicidade e o medo estavam andando juntos naquele momentp. Quatro dias depois daquela ultra tive um sagramento fortíssimo, e perdi os meus bebezinhos. Nunca cheguei a segurá-los nos braços, mas o luto que senti foi como se tivesse. Clamei e chorei falando com Deus para que tirasse aquela dor de dentor de mim. Duas semanas depois de ter perdido meus tesouros, começei a sentir azia. Será possível estar grávida de novo depois de um aborto? Após um exame, outra surpresa: grávida. Ao dar a notícia para meu marido, descartou de imediato a possibilidade de outra gestação e pediu para que eu não criasse expectativas. Com isso, liguei para meu obstetra e agendamos uma ultra. Resultado: Outro feto! O médico ficou surpreso e eu disse: Um milagre!!! Todos os bebês são milagres, mas aquele era especial. Uma gravidez com duas semanas após um aborto só acontece entre 1 mulher em cada 1000. Com 3 meses de gestação tive um deslocamento de placenta e precisei ficar de repouso absoluto. Uma recomendação complicada para quem tem um bebê de 1 ano e 3 meses dependendo de você.

Foram nove meses de medo e insegurança, até que em Outubro de 2006 nasce o meu milagre. Meu milagre nasceu lindo, mas com problemas de saúde que o fizeram passar por uma cirurgia ao completar 1 ano de vida.

   

Minha terceira gestação veio quando o Abe estava com 7 meses de vida! Com isso, eu e meu marido decidimos parar. Nosso desejo era que a nossa "Isabela" estivesse chegando, mas para nossa "surpresa" nosso terceiro menino estava a caminho. A gravidez foi tão diferente das duas primeiras que logo comecei a comprar tudo de menininha certa de que seria uma menina.

Nove meses se passaram e meu Lucas chegou pra mudar a vida da nossa familia. Ele é todo diferente dos irmãozinhos.  Nasceu em fevereiro, e uma criança cheia de energia. Ele é o nosso "treleso", o nosso Lucasnator (Tornator = tornado).

    Pronto, agora estamos completos. Estamos felizes, e mesmo sem minha Isabela, estamos realizados!

 

Fomos ao Brasil em 2008, e curtimos uma maravilhosa "lua de mel", enquanto as criança ficavam com os avós. Continuava me cuidado através de pílulas anticoncepcionais e estava decidida a fazer uma laqueadura de trompas no retorno para os Estados Unidos. Tudo parecia normal e tranquilo, até que uma nova crise de azia me motivou a fazer um outro exame para confirmar, ou não uma outra gravidez. Será?! Era Janeiro de 2009, quando me vi tomada pelo choro e insatisfação durante semanas após a confirmação da minha 4ª gravidez. Quatro filhos, e se for outro menino? Questionei. Para nossa "surpresa", era outro menino!

Em Outubro de 2009 chegou nosso anjo: Gabriel! Parto normal com 5 Kilos e 200g, 61 cm . Um gigante!


    Hoje , eu vejo que sou completa! Passamos por momentos de choro quando somos surpreendidas por aquilo que não esperamos, mas vejo que minha família não seria a mesma sem meus quatro menininhos. Cada um de um jeito diferente, mas com a mesma importância . Olhando pro passado, nunca fui de brincar de bonecas . Meu mundo era mesmo azul! Vibro com cada gol como se estivesse torcendo pra selecão na Copa do Mundo; cada joelho arrebentado e cara suja de lama me faz voltar à minha infância. 

 

  Ser mãe é uma experiência grandiosa e única! A vida de uma mulher fica realmente diferente após o nascimento de um filho.

A maternidade é uma dádiva. Educar uma criança para ser um adulto digno é uma responsabilidade que Deus confere ao coração da mulher que se transforma em mãe.

 

 

Michelle, mulher, que história, hein? Enquanto eu lia o texto eu sentia uma azia hahahahahahaha. Minha nossa, quanta adrenalina, mas fico feliz em ver o agir de Deus e a sua alegria nessa função tão linda. Te desejo todo sucesso e sabedoria para educar seus lindos filhos, e que você continue encontrando a graça divina na sua jornada.

 

Beijos,

Mika Ferreira

 

 

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